Quando o Projeto Navega Recife irá se torna uma realidade?

Créditos:George Hamilton Paes Barreto

Valdir Lima, Rota Pernambucana

Importante projeto de mobilidade urbana ainda não teve iniciada as suas obras. Lançado no final de 2009 o empreendimento prevê torna navegável para o transporte de passageiros os rios Capibaribe e parte do Beberibe na cidade do Recife, o projeto foi desenvolvido para ser incorporado ao SEI (Sistema Estrutural Integrado) possibilitando o cidadão fazer uma integração dos modais marítimo e rodoviário. A viabilidade do projeto já foi aprovada, todos os técnicos concordam e aprovam o empreendimento e o consideram de vital importância por  viabilizar os deslocamentos da população em rotas alternativas. Assista ao vídeo feito pelo sistema JC de comunicação, aonde gestores públicos e idealizadores falam sobre o projeto:

Primeira empresa de navegação do Capibaribe foi criada em 1856

Google Imagens

O Rio Capibaribe já foi navegável e suas águas limpas serviam para banhos medicinais. Ele serviu de escoamento para a cana-de-açúcar, tijolo e madeira. Em 1856, Pedro Figueiredo, dublé de jornalista e empresário, criou a primeira empresa de navegação do Rio Capibaribe. Seus barcos a vapor partiam do Cais do Apolo e iam até Camaragibe.

Geraldo Magalhães, quando prefeito do Recife, (69\71), tentou resgatar o transporte fluvial, comprando uma lancha holandesa, recebendo o nome de Garcia D’Ávila. Gustavo Krause, assumindo a PCR nos anos 70, elaborou o Projeto Recife, um piloto para o Projeto Capibaribe, ambos com a finalidade de urbanizar 232 hectares das margens do rio e torná-lo novamente navegável. Joaquim Francisco foi o prefeito seguinte e deu andamento ao projeto, construindo um barco com ajuda da CTU. Ele tinha a finalidade de transportar grupos de trabalho que atuavam no Projeto Recife.

O projeto estagnou na gestão seguinte, de Jarbas Vasconcelos. Entretanto, na Câmara Municipal, ele passou a ser cobrado pelo vereador Sílvio Amorim, mas encontrou forte oposição no também vereador Carlos Eduardo (Cadoca).

Na opinião de muitos técnicos, o aproveitamento do Rio Capibaribe para o transporte urbano é possível, mas demandaria um tempo largo e recursos consideráveis, para contornar problemas naturais e de estrutura. O Recife foi se desenvolvendo roubada ao mar e ao mangue. O principal entrave natural para uso do Capibaribe, como via de transporte, está no fato de a cidade ficar no estuário. Ocorre que quando a maré enche e o rio fica cheio o transporte praticamente pára e, na vazante, são depositados milhares de toneladas de detritos. Para mantê-lo navegável e apto para o transporte a nível aceitável, seria necessário dragá-lo a intervalos curtos. Além disso, o gabarito das pontes não permite a passagem de barcos do porte necessário ao transporte de massa.

Em 1986, alguns engenheiros e urbanistas ligados aos problemas de transportes defendiam a tese do monotrilho e do metrô, em sistema integrado, embora reconheçam que o rio é um caminho natural, atravessa muitos bairros e seria um elemento valioso como suporte ao turismo. “A cidade ficaria realmente à feição de Veneza”, reforça o ex-secretário Municipal de Planejamento José Múcio, em documento em que expôs a questão aos técnicos da PCR. Mas, como transporte de massa, é difícil e oneroso, além de exigir um tempo largo para a estruturação do sistema. Seria indispensável reconstruir as poucas plataformas (cais) de embarque e desembarque existentes e adquirir barcos adequados.

A utilização do Capibaribe como suporte exclusivo ao turismo, isso sim, seria possível a curto prazo e a custo relativamente baixo. O Recife já fez uma tentativa, com a lancha Garcia D’Avila, no final dos anos 70, que realizava roteiro pelos bairros às margens do rio. Na maré vazante os passeios se tornavam praticamente impossíveis e a idéia morreu. A dragagem do rio pode permitir a volta das lanchas de turismo. No entanto, na opinião do José Otávio Meira Lins, hoteleiro e empresário ligado ao turismo, ação exclusiva de turismo não existe com êxito permanente. “O rio é um elemento de grande valor turístico, um diferencial notável, mas o turista quer ir onde o povo vai, sentir o pulso e a alma da cidade e só em contato com o povo isso é possível. Os barcos no Capibaribe só terão êxito se servirem duplamente, ao turista e como transporte de massa”, resume o empresário.

Assista ao vídeo e conheça o PROJETO NAVEGA RECIFE

Três novas rotas de transporte de passageiros prometem ser a alternativa ao trânsito congestionado das Zonas Norte e Sul do Recife. E o caminho é pelas águas dos Rios Capibaribe e Beberibe. É o que promete a Secretaria das Cidades de Pernambuco, que ontem anunciou o Navega Recife – projeto que pretende transformar embarcações em opção de transporte público e, ao mesmo tempo, fomentar roteiros turísticos. O único porém é quando a população poderá utilizar o serviço, uma vez que não se sabe quem vai operar as linhas nem que tipo de barco levará os usuários. O que o governo confirma é que será possível navegar partindo do Terminal Marítimo do Marco Zero, Centro, em direção ao Varadouro (Olinda), à BR-101 (Dois Irmãos, Zona Norte) e a Boa Viagem (Zona Sul). Ao longo de cada caminho, haverá estações de embarque e desembarque. Serão 24 ao todo, algumas com integração com metrô e ônibus, a exemplo da que ficará na Casa da Cultura, bairro de São José, Centro.

Desde 2007, um consórcio de empresas privadas estuda uma maneira de instalar as rotas náuticas. De lá para cá, constataram-se obstáculos e problemas socioambientais que ainda não se sabe como transpor. Palafitas nos Coelhos e na Vila Brasil (São José), esgoto doméstico despejado nos cursos d’água e lixo nas margens dificultam instalar estações.

Porém a maior barreira é o assoreamento, que reduz a profundidade dos rios a algo entre 1 e 3 metros. Em alguns trechos, a terra chega a aflorar, constata o engenheiro civil Otávio Augusto Mendonça, do consórcio Eicomnor Engenharia e Projetec, responsável pelo projeto.

Com informações Jornal do Commercio/PE

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2 Comentários

  1. Roberto Cesar G. Rabelo

     /  maio 23, 2012

    Assim como a engorda das praias de pernambuco é um projeto viável, a revitalização do rio capibaribe para servir de via de transporte e de turismo não me parece ser um problema insolucionável, pois os avanços da engenharia e os recursos técnicos e científicos disponíveis hoje em dia permitem tranquilamente a realização desse projeto. Basta interesse e responsabilidade dos gestores empenhados nessa obra que, sem dúvida, mudará a cara da bela veneza brasileira.

    Resposta
  2. cezar

     /  janeiro 27, 2013

    Se esse projeto for pra frente a cidade do Recife será a cidade mais famosa do pais, atraindo milhões de turistas e muita

    Resposta

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